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Com
12 anos e a personalidade musical ainda em formação, no final dos anos 70
inicio dos 80, eu já estava ouvindo e tocando no violão músicas de Chico
Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Jobim, Zé Ramalho, 14 Bis, Beto
Guedes e Milton Nascimento. Como minha mãe me dizia, na época: o ecletismo
musical veio forte na influencia genética!
Eu
sempre fui muito curioso, e por causa disso, devorava os raros livros e revistas
que caiam em minhas mãos e falavam sobre música ou teoria musical, e fui
aprendendo assim: sozinho, devagar e usando muito o ouvido.
Com
13 anos, eu comecei a compor minhas primeiras canções, e no final daquele ano,
ganhei o meu primeiro Festival da Canção, na escola em que estudava, além de
escrever as músicas para as trilhas sonoras das peças em que eu atuava com os colegas da classe.
Foi
nessa época que recebi muito incentivo dentro de casa, dos meus pais e irmãos,
me alicerçando sempre, mas o auxilio importante veio de minha
Professora Maria da Graça, de Educação Artística, a quem eu guardo
com muito carinho, pois ela foi a primeira pessoa fora de casa a abrir espaço
para mim e a me incentivar, e muito do que consegui em minha carreira e do que
sou hoje, eu devo, além de minha família,
principalmente à querida professora também, que em meus primeiros
passos mais conscientes na música, me ensinou como usar a criatividade e, o
mais fundamental, me encorajou, me colocou nos palcos e deixou que eu mostrasse
o valor da minha arte, sem medos ou receios. Veja as fotos dessa época, clicando
aqui.
A
partir daí, eu não parei mais: entrava em todos os festivais de música que eu
podia, ainda como violonista, e quando estava com 15 anos, formei a
minha primeira banda (Terraço), usando uma velha craviola elétrica e uma guitarra
emprestada. Depois de quase um ano ensaiando, aprendendo e tocando em festas,
fizemos o nosso primeiro show profissional (com cachê!), em uma casa
noturna no bairro dos Jardins. Veja as fotos desse show, clicando
aqui.
Comprei
minha primeira guitarra (uma Gianinni), fui formando outras bandas (Albedo 39, Câmbio Negro e Calypsus), continuava mostrando minhas musicas em festivais, como
o Fico, do colégio Objetivo, e ainda tocava profissionalmente em bares e
danceterias da capital paulista, litoral e interior. No repertório das minhas
bandas, tinham todas as músicas que rolavam nas Rádios no começo dos anos 80: The Police,
Dire Straits, Rolling Stones, Iron Maiden, Van Halen, Queen, U2, além das
bandas nacionais: Paralamas, Legião Urbana, Barão Vermelho, Ira, etc. Veja as
fotos da banda Calypsus, clicando
aqui.
É
importante ressaltar que naquela época ainda não existiam informações como
hoje (revistas, books, internet, etc), portanto ainda dependíamos muito da
troca de dicas e observações uns dos outros e, principalmente, a continuar
usando muito o ouvido.
Continuei
autodidata até os 18/19 anos, quando então fui estudar guitarra com Marcus
Rampazzo, onde aprendi muitas técnicas avançadas de solo e base, teoria,
percepção musical e
improviso.
Após
quase 4 anos de curso, com muita bagagem, ouvido desenvolvido, repertório e
experiência em palcos, comecei a lecionar violão e guitarra, primeiro aos
amigos e fãs da banda que me procuravam, depois aos amigos deles, mais tarde
aos amigos dos amigos, e assim nascia, em Abril de 1987,
a “ALL GUITAR’S”.
Entre
1989/1990, já casado, formei com alguns amigos uma nova banda, agora com a
oportunidade de fazer shows de abertura para a banda “Placa Luminosa”, que na época fazia muito sucesso com
músicas que faziam parte de trilhas sonoras de algumas novelas da Rede Globo, e com eles, viajei
em turnês por todo interior de São Paulo, Paraná, Sul de Minas, Mato Grosso do Sul e
Goiás. Eram shows grandes em clubes lotados (de 1.000 a 5.000 pessoas), e foi
uma experiência valiosíssima em minha carreira, já que aprendi muita coisa
sobre música em seu nível mais profissional, além do contato com pessoas
importantes do meio musical.
Em
1991, finalizada a turnê com a banda “Placa Luminosa”, decidi investir em
minhas musicas, então reuni novamente a banda “Calypsus” e entramos em estúdio
pela primeira vez, para gravar uma fita-demo com 5 musicas, paralelo aos shows
semanais. (Ouça duas dessas raridades na seção Downloads ou clique
aqui).
Nesta época, comecei a me interessar por técnicas de gravação e já sonhava
em montar o meu próprio estúdio.
Já
acabava o ano de 1991, a “ALL GUITAR’S” continuava a crescer, eu
aprimorava a minha metodologia de ensino, mas sentia a necessidade de reciclar
informações, de renovar conceitos e aprimorar minha técnica, então eu senti
que essa era a hora de voltar a estudar. Entrei no vestibular, junto com mais
10.000 candidatos, para disputar
uma das 40 vagas disponíveis para
o curso de Violão Erudito, na Universidade Livre Música. Com efeito: em 1992
eu me matriculava na Universidade e iniciava o curso.
Nessa
época, acabava a Banda Calypsus e surgia a Banda Mister Bella, fruto dos
contatos nascidos daquela primeira fita demo. Re-arranjei algumas daquelas músicas,
compus outras em parceria com colegas da banda, montamos um repertório, e saímos
fazendo shows, divulgando nossas músicas
por toda a capital e interior de São Paulo. Foi quando veio o ápice de nossa
carreira, ao sermos convidados a nos apresentar para mais de 15.000 pessoas em
um show beneficente no Estádio do Pacaembu, dividindo o palco com diversas
bandas como: Raimundos, Pato Fu, Viper, DR. Sin, Made in Brazil, entre outras. Desse
show, veio o contrato com o gravadora “Vôo Livre” e lançamos, em Setembro
de 1994, o CD “Mister Bella”, com 9 músicas (ouça duas músicas na seção
Downloads ou clique
aqui
e veja as fotos da banda clicando
aqui).
Motivada
por vários problemas, como a
precária distribuição e divulgação do CD, a total falta de apoio da
gravadora, além de contratempos com alguns músicos, ocasionando diversas
formações, a banda acabou por se dissolver, no final de 1996.
Neste
ano, eu me formava em Violão Erudito pela ULM, a “ALL GUITAR’S” já
usufruía do seu sucesso com sua metodologia e filosofia próprias e inovadoras,
ganhando cada vez mais o seu espaço. A família crescia, e era a hora de dar um
tempo com bandas e tentar coisas novas sobre antigos sonhos. Veio então a
chance de montar um estúdio de gravação junto com o amigo Fábio Haddad, músico
do extinto Mister Bella.
Nesse
mesmo período, fui convidado pelo Bira, um ex-aluno que estava morando nos EUA,
para apresentar-me em Los Angeles, na Califórnia, em uma feira de informática
(algo como uma Fenasoft), no stand da empresa em que ele trabalhava.
Fui contratado para tocar um estilo que os americanos
admiram muito: a Bossa-Nova, e
com o violão conectado a um computador, um software escrevia na partitura o que
eu executava. Aproveitei a oportunidade para pesquisar e comprar equipamentos
para a “ALL GUITAR’S” e para o futuro estúdio, visitei escolas de
musica e trouxe na bagagem o know-how e os conceitos avançado de sua
metodologia, aplicando-os
em minha escola.
Em 1997, o Magic Estúdios iniciava suas atividades,
com ensaios e gravações, produções de discos, locuções e jingles
comerciais. Entre nossos clientes, citamos Rita Lee, Marcelo Nova (Camisa de Vênus),
Bandas das Velhas Virgens, Luis Carlini (Tutti-Frutti), Os Ostras, além de
trabalhos de locução com César Filho.
Atuando como músico de estúdio, técnico e
arranjador, produzi também vários CD’S, entre eles o do cantor solo Marcelo
Macedo e o primeiro CD da Banda Ubirajara e os Cara.
Em 2000, fui convidado a produzir o 2º CD e fazer
parte da Banda. Como são todos ótimos músicos e amigos de muito tempo (todos
são ex-alunos), eu também me identifiquei com a nova
proposta deles, portanto, não tinha como não aceitar o convite, alem de
que eu já estava ha quase 4 anos sem banda, e o tempo já me dizia que era hora
de voltar.
Com o Ubirajara e os Cara, estamos fazendo coisas
muito boas: entrevistas para a Rede Globo (SP TV), matéria de capa do jornal Diário
de São Paulo, show de confraternização de fim de ano para o núcleo jornalístico
da TV Globo-SP, alem da conquista do 2º lugar no Festival de Bandas da Rádio
Transamérica FM, na frente das mais de 850 bandas inscritas por todo o Brasil,
em um show para 3.000 pessoas, transmitido ao vivo para todo o país direto do Direct
TV (antigo Palace), em Dez/2002, com show de encerramento da banda CPM 22 e Andréas
Kisser (Sepultura). Atualmente, nossas musicas também estão com execuções diárias
na programação da rádio, e muitas coisas ainda vão acontecer em 2003. Veja
as fotos desse show clicando
aqui.
Olhando desde o inicio, quando comecei a tocar com 11
anos, depois as bandas que participei, os amigos que fiz nessas bandas, todos
esses anos a frente da “ALL GUITAR’S”, o estúdio e tantas outras
coisas maravilhosas que me aconteceram, só tenho a agradecer a Deus por ter
recebido tanto, por ter nascido onde nasci e por ele ter colocado tantas pessoas
valiosas em meu caminho.
No discurso de abertura do 8º ALL GUITAR’S
FESTIVAL, em 2002, eu disse uma grande verdade a mim mesmo: meu maior
orgulho e alegria nesses últimos 15 anos, não foi somente ter feito centenas
de alunos, mas ter ganhado centenas de amigos!
Essa sim, a Amizade, é uma grande riqueza em nossas
vidas.
O livro não se fecha, porque a história
continua....”
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